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Minha transição para o Vegetarianismo

Quem entra no blog sabe: eu sou vegetariana. Gosto de colocar isso nas minhas descrições porque é um hábito e uma característica minha da qual me orgulho muito, além de acreditar de olhos fechados na causa. Sou dessa que acredita que o veganismo poderia mudar o rumo da humanidade. Mas como funciona a transição para o vegetarianismo? Diminuir ou cortar os produtos e alimentos de origem animal não impacta só na sua saúde, mas na sua mente, na coletividade e na natureza 🐮🌱💙

a minha transição para o vegetarianismo

Decidi, então, que compartilharia mais do meu estilo de vida vegetariano no blog. Sei que não é fácil começar, mas é extremamente recompensador. Quando vamos contra um padrão cultural tão forte, nos deparamos com uma série de obstáculos que nos fazem querer desistir, que inferiorizam os nossos motivos. Mas poucos percebem que, na realidade, você não perde nada ao se tornar vegetariano ou vegano, você ganha. E muito.

Para começar, resolvi contar um pouquinho sobre a minha transição para o vegetarianismo, quais foram as fases pelas quais passei até hoje. Me falem nos comentários que tipo de post ou vídeo vocês gostariam de ver no blog sobre o assunto, tudo bem?

Obs: eu sou ovolactovegetariana, mas uso o termo vegetariana porque sei que essa distinção tão regrada só acontece em grupos sobre o assunto mesmo.

Antes de tudo, tenho que recomendar o livro do meu amigo Adriano Moraes: Quero Ser Vegan.

Esse foi O LIVRO que definitivamente mudou minha perspetiva sobre o veganismo e vegetarianismo e impulsionou minha transição para o vegetarianismo. Recomendo MUITO!

Bom, minha história de transição para o vegetarianismo (e amor com o vegetarianismo) começou lá em 2010. Admito que não lembro exatamente o porquê, mas eu resolvi excluir a carne vermelha da minha dieta. E lá se foram seis meses sem picanha, hambúrguer ou linguiça. Lembro pouco sobre essa fase. Não sei se foi difícil, o que eu comia, o que os outros falavam… Mas, talvez, justamente pela falta de motivação e apoio, acabei desistindo e voltei a comer todos os tipos de carne.

No ano seguinte, em 2011, conheci uma pessoa que influenciou enormemente a minha vida. E adivinhem? Ele era vegetariano e me convenceu a tentar pela segunda vez. Pesquisando sobre o tema, assisti ao documentário A Carne É Fraca e aí estava feito: eu cortaria a carne da minha vida. Diferente de 2010, minha transição foi bem radical. Na segunda, eu comia bife à milanesa. Na terça, eu era vegetariana.

Posso admitir que, para mim, ser radical e cortar o mal direto na raiz funciona muito mais? Eu não consigo ir aos poucos, parece que meu desejo triplica e minha força de vontade diminui. Prefiro sofrer por alguns meses e me acostumar de uma vez. Foi isso o que eu fiz e assim se foram três anos sem comer carne alguma e outros itens como gelatina e bolachas de morango – sim, tem partes de bichinhos nesses alimentos!

comendo alimentos deliciosos ao redor de uma mesa de madeira na transição para o vegetarianismo

Durante esse tempo, não fui ao médico em nenhum momento e não tive acompanhamento nutricional. Em casa, sempre fomos acostumados a comer verduras e legumes e, apesar de eu não ser a maior fã, reeduquei meu paladar e passei a adorar coisas como abobrinha, berinjela e couve. Mesmo sem fazer nenhum exame, eu não tive anemia e não passei por nenhum sintoma estranho, como algumas pessoas retratam. Não tive dor de cabeça, não me senti fraca ou desanimada. Ao invés disso, eu estava radiante, com uma saúde de ferro e me sentindo super disposta.

Quando você decide cortar a carne, seu corpo passa por uma transição, se desintoxicando, se acostumando a um novo estilo de vida. Por isso, é normal que você se sinta diferente no começo. No entanto, essa fase deve durar pouco tempo. Quando esses sintomas se estendem, é um sinal de que algo está errado e que você não está fazendo as substituições necessárias.

Isso significa que é obrigatório procurar um nutricionista? Olha, sinceramente, eu, Luana, não confio em qualquer profissional dessa área. Não acho que todos colocam fé em uma dieta vegetariana e eu tenho uma visão bem diferente sobre o que é uma alimentação saudável. Nunca segui a regrinha com as quantidades de arroz, feijão, proteína, legume, verdura e salada e me saí extremamente bem até agora. Acho que é muito mais uma questão de conhecer o seu corpo e os alimentos. Afinal, se não fosse assim, como viveriam tão bem os crudívoros, não é mesmo?

Então, se você for procurar ajuda profissional, se certifique de que a pessoa apoia o que você está fazendo e conhece uma dieta vegetariana. Pergunte em grupos veganos ou vegetarianos e encontre alguém que irá lhe dar dicas boas, não somente o clichê de que você precisa incluir ovo e carne de soja no seu dia a dia. Procure alguém que irá ficar contente com a sua decisão, não revirar os olhos e tentar te convencer o contrário.

Mas se nesses três anos eu nunca fui a um nutricionista, o que eu comia? Tudo, menos carne. Meu prato sempre foi muito colorido e diversificado. Esse é outro problema que as pessoas enfrentam quando chegam no vegetarianismo, ficam na batata, queijo e massas. Não, não. Esses alimentos devem fazer parte do seu cardápio, mas não ser 80% dele.

Minha saúde estava ótima, meu prato era lindo, eu acreditava no que estava fazendo, mas, é claro, meus amigos e familiares adoravam fazer piadinha e me subestimar. Faz parte. Quando você decide ser vegetariano, assina um contrato dizendo que precisará escutar em certo momento frases como mas o que você come?, nem peixe?, você não é feliz assim, o boi vai morrer de qualquer jeito, e por aí vai. Estejam preparados e com argumentos afiados na ponta da língua. Depois de um tempo, as pessoas desistem ou até se convertem.

Prato vegetariano para a transição para o vegetarianismo

Prato lindo que comi no melhor restaurante vegano da vida, em Miami.

Essa segunda fase vegetariana, porém, acabou quando eu comecei a trabalhar e estudar. Ficou difícil me alimentar bem fora de casa, quando a única opção na cantina da faculdade era um salgado de brócolis horrível e oleoso e no trabalho não tinha um micro-ondas. Minha preguiça venceu e acabei voltando para a carne por pura praticidade, mesmo que isso não seja um bom motivo.

Mas eu não tinha mais tanto prazer em comer bichinhos e cada vez que eu colocava um pedaço de frango na boca, eu entendia que não era aquilo o que eu queria. Eu conhecia todos os podres por trás da indústria da carne, toda crueldade e, simplesmente, não fazia sentido continuar com algo que eu sabia que era péssimo para mim, para o planeta e, principalmente, para os bichos. Achar uma picanha sangrando algo suculento é uma construção cultural, porque isso é apenas um eufemismo para você está comendo um bicho morto. E todo mundo prefere fechar os olhos.

Fiquei, então, um ano nesse impasse: volto ou não volto? Nesse meio tempo, dois dos meus amigos decidiram virar vegetarianos e acabei encontrando o apoio que precisava nisso. Minha culpa crescia todos os dias e uma hora se tornou inevitável. Outra vez, uma transição radical, da noite para o dia. E cá estamos nós até hoje.

Dessa vez, digo com certeza que minha alimentação, que já era boa, está 80% melhor. Minha transição para o vegetarianismo está se revelando fenomenal! Como me envolvi muito mais com o tema alimentação, frutas, verduras e legumes são praticamente a base do meu prato. Tem semanas que eu fujo um pouco disso, semanas que estou mais focada, mas tenho plena convicção de que me alimento de uma maneira legal. Deixo aqui o meu muito obrigada às youtubers crudívoras que me tornaram uma pessoa doida por alimentação saudável!

Aos poucos, também eu estou tentando diminuir leite, ovos e derivados. Mas é bem mais complicado, muito mais complicado, infinitamente mais complicado. Pelo visto, só vou conseguir me tornar vegetariana estrita e, posteriormente, vegana quando estiver morando sozinha e puder decidir o que entra no meu armário. Sem parmesão na geladeira, não tem como cair na tentação.

Eu cheguei a ir em uma nutricionista dessa vez e aconteceu o que comentei: uma profissional que não apoiava a minha decisão e não entende de dieta vegetariana me recomendando eternos clichês e impondo regras que não fazem sentido. Segui por duas semanas o cardápio e desisti. Passei a conhecer meu corpo, os sinais dele e aprendi uma lição valiosa: seu corpo sabe do que ele precisa mais do ninguém, escutar o que ele pede pode mudar sua vida e sua relação com a comida.

Na realidade, depois que me aprofundei no tema alimentação saudável eu aprendi uma série de coisas. Mas melhor compartilhá-las aos pouquinhos por aqui, vamos conter a empolgação! Por enquanto, é isso. Essa foi parte da minha jornada no vegetarianismo e eu espero que sirva de inspiração 💚 

Me conta nos comentários se você já foi, é ou pretende ser vegetariano!  Preparado para sua transição para o vegetarianismo?

E, por fim, a pergunta que faz eu ter total certeza do que estou fazendo todos os dias: por que vou comer algo morto se quero me sentir viva? 

Os bichinhos pedem: vem ver os outros posts do blog sobre vegetarianismo clicando aqui! 🐣🐓🐄🐷


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