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Devo ter outro filho?

Oi pessoal, tudo bem? Hoje convidei uma amiga querida e mãe de três, a blogueira Sabrina Luz do Jeitinho de Mãe, para falar mais sobre essa pergunta que toda mãe já se fez pelo menos uma vez na vida: devo ter outro filho? Vejam a seguir o que ela pensa sobre isso, que se assemelha em muito ao que eu também acho do assunto.

Devo ter outro filho?

Essa pergunta com certeza é algo que ronda a cabeça da maioria das mães que tem apenas um filho. Mesmo quando essas mulheres estão felizes e confortáveis em suas vidas de mãe de filho único e mesmo que seus filhos nem questionem o fato de não terem irmãos.

Eu creio que na ânsia de proporcionarmos sempre o melhor para nossos pequenos nos pegamos colocando na balança todos o prós e contras de um novo filho. Contabilizamos o financeiro, medimos os espaços de nossos minúsculos apartamentos, repensamos nossas rotinas com outra criança em casa. Visualizamos promoções no emprego e em contrapartida nos descabelamos com o tempo e braços a mais que gostaríamos de ter.

Ser mãe de dois ou mais filhos implica não só disponibilidade mental, física e financeira para ter outro bebê mas também a capacidade de dar atenção a mais de uma criança ao mesmo tempo.

A internet está cheia de ótimos e emocionantes textos sobre ter mais de um filho. Aquela coisa do tipo: “O melhor presente que você pode dar a seu filho é um irmão… ou filho único é muito mimado, não aprende a dividir, não terá um parceiro para o resto da vida”…

Mãe Mulher a brincar no jardim a pintar e desenhar com crianças filhos.

Muitas vezes esses textos chegam até nós quase como uma imposição vinda de alguém que quer nos dar aquela super direta no meio do queixo. Mas porque incomoda tanto a sociedade o fato de alguém escolher ter um filho único?

 

Por que devo ter outro filho?

As pessoas se baseiam em conceitos e pré-conceitos e tendem a generalizar isso e mais, tendem a julgar aqueles que, por necessidade ou por escolha mesmo, caminham em direções contrárias ao que apontam ser o caminho “certo” a se seguir. No entanto, como diz a canção, cada um sabe a dor e delícia de ser o que é.

Vivemos realidades diferentes e precisamos compreender que cada casa uma sentença! Nenhuma escolha é errada. Não há nada de errado em ter apenas um filho!

Eu particularmente vejo que aquelas que decidem ter apenas um filho carregam dentro de si um peso e uma necessidade constante de justificar a sociedade o porque de sua decisão. Ou é a idade, ou o financeiro ou qualquer outra coisa que encerre o assunto.

Nesses meus anos de maternagem tenho percebido que toda escolha que fazemos é questionável. Quando digo que tenho três filhos gero espanto. Mas por que? Em algum momento foi determinado um número certo de filhos a se ter?

Da mesma forma que eu não acredito que exista uma idade certa para ser ter filhos eu não acredito que exista um número certo de filhos a se ter. Eu sou mãe de três filhos. Meu filho mais velho foi filho único por 15 anos. Cresceu feliz, cercado de amor, tinha muitos amigos na escola, nunca foi mimado. Pelo contrário, sempre foi um menino extremamente consciente, respeitoso e solidário.

Tudo vai do que ensinamos, do que plantamos no coraçãozinho deles. Conheço irmãos que não se dão, conheço crianças que não sabem dividir mesmo tendo mais gente em casa.

 

Conclusão: Devo voltar a ser mãe e ter outro filho?

Então minha amiga, de coração eu te digo: Se você está no meio do furacão, saiba que a única coisa que deve pesar na sua decisão de ter ou mais outro filho é a paz do seu coração. Se não se sentir preparada para ter outro filho, não tenha. Cada família tem o seu equilíbrio, cada mulher conhece seus limites.

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