Moda & Beleza

A indústria da Moda: Popularização e origem da Fast Fashion

Já falei inúmeras vezes sobre a indústria da moda e é notória sua popularização e extremo crescimento desde a crise de 2008. Estima-se que em 2014, de maneira geral, a indústria da moda movimentou cerca de US$ 1,4 trilhões, ou seja, é expressivamente necessária para a economia Global. Mas qual a origem da fast fashion e qual seu impacto na indústria da moda?

Vale também destacar, que dentre seus maiores consumidores estão os mercados Estado Unidense e Chinês, ficando com 38% do consumo total da indústria por ano. Isso significa que são estes países, em específico, que vão ditar o tom do mercado, sempre ficando aos demais – que já foram potenciais e maiores consumidores – a missão de engolir e consumir o que eles querem nos dar.

origem da fast fashion moda rápida na indústria da moda

Como as Fast Fashion ganharam destaque no varejo da moda

Basta que você saiba um pouco da política econômica dos Estados Unidos e China para saber qual a importância e de onde surgiram as Fast Fashion. Vamos a um contexto geral: antes da década de 90 não tínhamos acesso a informação como hoje. Tudo que tínhamos eram filmes, músicas, contextos culturais, revistas para determinar o que entendemos como moda. Além disto, a indústria ficava a mercê de grandes marcas e esperava – ansiosamente – o que sairia da cabeça dos grandes designers que nelas trabalhavam.

Atualmente, de maneira geral ainda são as grandes marcas que fazem moda, que criam desejo de consumo, além dos filmes e tudo o mais. Porém, depois da década de 90, o mercado criou uma nova forma de consumir, as Fast Fashion, que vieram cobrir o grande buraco de consumo: trazer a moda para aqueles que não tinham como consumir. Ou melhor, criar desejo de consumo em consumidores que não sabiam que desejavam aquilo.

Louco.

Juntando o melhor dos mundos: pegaram o viés empreendedor dos EUA como modelo de negócio e aliaram ao poder (e know how) produtivo dos Chineses. Pronto! Temos roupas baratas em larga escala e consumidores que desejam. Juntaram tudo isto a uma estratégia de marketing e publicidade de se cair o queixo e temos hoje os sucessos: H&M, Zara, Forever21 e as nossas brazucas que não ficam para trás, Renner, Riachuelo, C&A, etc.

Neste um ano e pouquinho de Blog aprendi muito sobre moda, mas principalmente aprendi sobre mim mesma. E por mais que este mundo seja de glamourização e também deslumbre, aprendi a ser crítica com o que vejo e leio e a não enaltecer de maneira não criteriosa qualquer tendência ou estilista. Esta experiência toda me deu muito embasamento para escrever sobre o que sempre analiso: o papel da indústria da moda no consumo e o quanto ela é ou não acessível ao público, qualquer que seja ele.

Longe de mim querer criticar as Fast Fashion, meu problema não é a popularização da moda e nunca vai ser. Minha bandeira sempre será por uma moda mais eclética e inclusiva, e este parâmetro, obviamente, passa pelo preço. Meu grande e real questionamento é: a que preço consumimos. Olhemos para a origem da Fast Fashion…

Tudo que é produzido, seja na indústria que for, tem um custo e obviamente se produzimos algo muito barato, com uma margem de lucro maravilhosa (as margens de lucro da indústria da moda estão entre as maiores e melhores do mercado), alguém paga este preço. Não é segredo que muitas marcas, e não só de Fast Fashion, terceirizaram sua produção para países de terceiro mundo, onde existe pouca ou nenhuma lei trabalhista, ambiental e tudo o mais.

fast fashion moda rápida fabricada em países do terceiro mundo

A popularização da moda é necessária e temos muito a agradecer à indústria por isso, porém, temos que – cada vez mais – adquirir uma nova forma de consciência, em âmbitos gerais e prestar atenção à origem da Fast Fashion. Consciência social, ambiental, do outro e de nós mesmos se faz necessário para nos tornarmos sustentáveis, este por sua vez da forma mais global possível. Por isto, sempre repetirei, existe um lugar pra todo mundo dentro da moda.

Engraçado, estes tempos postei sobre Sônia Rikyel e tricô e recebi comentários como: não sabia que era tendência. Realmente, as pessoas ainda tem visão de que moda vive de tendência, mas ela é muito mais do que isso.

Sem nossa cultura, nossas raízes, nossa expressão, nossa reafirmação, a moda não existe. Ou seja, nós cabemos nela, seja lá onde queremos ficar. Explico melhor: existe lugar para qualquer coisa na moda, porque mesmo que não seja “tendência”, a moda e a indústria sobrevive de você, de mim, das nossas referências e da história que fazemos. Por isso seja mais, expresse mais e se ache, não procure ser achado por ela.


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